É comum ouvirmos falar sobre câmbio nas análises das empresas que atuam em operações internacionais. Trata-se de uma preocupação com as oscilações da taxa cambial, bem como oportunidades de ganhos maiores, seja no recebimento das exportações ou na redução do custo de importação com taxas de câmbio mais vantajosas.
O câmbio é o termo utilizado para as operações financeiras que consiste na troca de uma moeda por outra, seja para pagamento de uma importação de mercadorias e serviços, seja para exportação de produtos ou serviços brasileiros.
Desta forma, as oscilações cambiais impactam diretamente na receita a ser recebida, bem como no custo das importações de mercadorias. Essas variações nas taxas de câmbio afetam diretamente o lucro das empresas, especialmente quando há uma dependência do comércio internacional.
Uma das alternativas para resguardar as oscilações é o acompanhamento de perto das variações nas taxas de câmbio para replanejamento e ações para mitigar o risco. Ferramentas como hedge cambial para minimizar os riscos cambiais são importantes para a gestão financeira e um planejamento estratégico adequado para lidar com a volatilidade do câmbio e garantir a saúde financeira do negócio.
O câmbio é influenciado por diversos fatores, como a oferta e demanda de moedas, a situação econômica dos países envolvidos, entre outros. Ele é dinâmico e afetado por múltiplos fatores inter-relacionados. Alguns têm efeitos imediatos, enquanto outros impactam de forma gradual.
Veja alguns dos possíveis motivos que influencia o câmbio:
- A política monetária: a política do banco Central, como decisões de aumentar ou reduzir a oferta de moeda impactam diretamente a taxa de câmbio
- Taxa de juros e inflação: juros altos tendem a atrair investidores, aumentando a demanda e valorizando a moeda, enquanto juros baixos podem desestimular investimentos, desvalorizando a moeda. A inflação baixa impacta na desvalorização, enquanto o controle da inflação atrai investidores.
- Oferta e demanda de moeda, de acordo com as operações do país, seja exportações e importações ou investimento estrangeiros.
- Estabilidade política e econômica, crises políticas ou conflitos são fatores importantes para a oscilação do câmbio
- Balança de pagamentos: equilíbrio entre importações e exportações realizadas no período.
- Intervenção dos Bancos Central dos países, na compra ou vendas de moeda estrangeira, ações para estabilizar a moeda ou atingir objetivos econômicos. Assim como, o controle cambial limitando a flutuação do câmbio, influenciando diretamente a taxa cambial.
Acompanhar o contexto político, econômico e social global e local é essencial para entender as variações cambiais e adotar estratégias de mitigação, mas como se resguardar das oscilações e reduzir o risco?
Para minimizar os riscos, é importante adotar estratégias e ferramentas financeiras que protejam o negócio contra variações inesperadas no câmbio. Destacamos abaixo algumas ações possíveis:
- Planejamento financeiro: análise apurada do fluxo de caixa, orçamentos com margem de segurança, atuar com empresas especializadas que acompanhe as oscilações do mercado e sinalize opções como hedge para mitigar o risco cambial.
- Contratos de hedge cambial, existem algumas modalidades que podem ser utilizadas, de acordo com a operação como, destacamos abaixo:
- Contrato a termo (Forward): é fixado uma taxa de câmbio para data futura, utiliza o contrato personalizado para comprar ou vender um produto e as partes acordam uma taxa de câmbio que será utilizada no momento do pagamento.
- Contratos futuros: trata-se de um acordo firmado entre comprador e vendedor para determinar o valor da moeda estrangeira em uma data futura. A diferença dos contratos a termo, é que essa negociação é baseada nas bolsas de valores conforme as expectativas de valorização ou possível queda da moeda.
- Opções cambiais: permitem a compra ou venda de uma mercadoria a uma taxa de câmbio predeterminada, sem a obrigação de seguir essa taxa, oferecendo maior flexibilidade, porém para isto o comprador deve pagar um prêmio ao vendedor.
- Swaps cambiais: são acordos financeiros em que duas partes trocam fluxos de caixa em diferentes moedas. Esses instrumentos de mercado são utilizados para proteger empresas contra a volatilidade das taxas de câmbio e as flutuações das taxas de juros.
Entre as opções para mitigar o risco cambial, temos as contas em moeda estrangeira, que são contas bancárias em dólar ou euro podem ser usadas para receber receitas de exportação ou fazer pagamentos de importação, reduzindo a necessidade de conversões frequentes, mas é ideal para empresas que tem fluxo constante.
Outras opções são os financiamentos atrelados ao câmbio, como o FINIMP (Financiamento à Importação) ou ACE (Adiantamento de Contrato de Câmbio) para realizar pagamentos e proteger-se de variações até a data de quitação.
Nas negociações com mercado externo, procure incluir cláusulas de reajuste cambial nos contratos com clientes ou fornecedores, especialmente em operações de longo prazo, inserindo cláusula de ajustes de valor com base em variações cambiais específicas.
O risco cambial pode ser reduzido mediante uma gestão eficiente e responsável. Porém, vale ressaltar que o ideal é buscar orientação de uma empresa especializada para evitar problemas e ter desvantagens nas negociações antes de efetivar transações de importação e exportação. Elas são especializadas em gestão de risco cambial para analisar sua exposição e sugerir estratégias personalizadas.
A proteção contra oscilações cambiais exige uma combinação de estratégias de planejamento, ferramentas financeiras e práticas comerciais. Escolha as soluções mais adequadas ao perfil da sua empresa e às necessidades do seu negócio para minimizar riscos e manter a competitividade.
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